Vale (VALE3) mira ouro e terras raras em rejeitos de mineração

Fonte: Shutterstock/SERGIO V S RANGEL

A Vale (VALE3) estuda recuperar terras raras, ouro e outros minerais presentes em rejeitos de mineração, como parte da estratégia de circularidade da companhia. Os estudos estão sendo realizados no Brasil e no exterior e ainda estão em fase inicial. Segundo Rafael Bittar, vice-presidente executivo técnico da Vale, a empresa ainda não identificou projetos com viabilidade econômica comprovada, mas considera os resultados preliminares positivos.

A companhia também avalia produzir minério de ferro a partir dos rejeitos gerados pela produção de cobre na mina de Salobo, no Pará. O estudo está em uma etapa avançada de avaliação e o projeto de engenharia está em desenvolvimento, embora ainda seja considerado inicial. A ideia é recuperar minério de ferro magnetítico que permanece nos resíduos do processamento de cobre.

O reaproveitamento de rejeitos de minério de ferro já é realizado pela Vale. Em 2025, a companhia produziu mais de 20 milhões de toneladas de minério de ferro a partir desses resíduos e espera manter um volume semelhante em 2026. A iniciativa busca reduzir a quantidade de rejeitos gerados e aumentar o aproveitamento dos materiais já extraídos.

A estratégia também envolve ganhos de produtividade por meio de tecnologia. Na Usina Modelo, em Itabira (MG), a automação elevou em 25% o volume processado, de 9 milhões de toneladas em 2024 para 11,2 milhões de toneladas em 2026. A unidade utiliza automação e inteligência artificial e serve como referência para a aplicação de tecnologias semelhantes em outras operações da companhia.

Para a Vale, o reaproveitamento de rejeitos representa uma forma de aumentar o uso dos recursos já extraídos, ao mesmo tempo em que busca reduzir a geração de resíduos. As pesquisas envolvendo terras raras, ouro e outros minerais, porém, ainda não representam novas operações comerciais da companhia e dependem da confirmação de viabilidade econômica.

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