Natura (NATU3) dispara após troca de comando; Alessandro Carlucci retorna à companhia

Fonte: Shutterstock/OleksandrShnuryk

As ações da Natura (NATU3) operam em alta na sessão desta segunda-feira (31), mantendo-se entre as maiores valorizações do Ibovespa ao longo de toda a manhã, depois que a companhia comunicou ao mercado, em fato relevante divulgado nesta manhã, a saída do diretor-presidente João Paulo Ferreira após dez anos no cargo. O papel chegou a subir 9,13% por volta de 12h. Além do desempenho do dia, a ação também acumula ganhos ao longo de 2026, reforçando um ano de valorização consistente na bolsa.

Segundo o fato relevante, a decisão foi tomada em reunião do conselho de administração realizada na sexta-feira (28/08). Ferreira permanece no cargo até 30 de setembro e renunciou, com efeito imediato, à cadeira no conselho de administração e aos comitês da companhia. A empresa afirmou que ele deixa como legado uma empresa sólida e uma marca forte, prontas para o próximo ciclo de expansão. Em seu lugar assume Alessandro Carlucci, que já havia comandado a Natura como CEO entre 2005 e 2014 e, mais recentemente, presidia o conselho de administração da companhia. Carlucci assume oficialmente a partir de 1º de outubro de 2026. Na mesma comunicação, a Natura informou que Fábio Barbosa, membro do conselho consultivo e responsável, no passado, pela reestruturação de capital da empresa, retorna à presidência do conselho de administração.

O JPMorgan classificou o anúncio como uma renovação de liderança focada em execução, e não como mudança de estratégia, destacando que Carlucci retorna à companhia com profundo conhecimento do negócio após ter liderado um ciclo anterior de expansão. O banco manteve recomendação overweight, equivalente à compra, para as ações, com preço-alvo de R$ 11, com o papel negociando a 8 vezes o lucro estimado para 2027. O JPMorgan também pontuou que a escolha por um ex-executivo sênior levanta questões sobre o planejamento sucessório de longo prazo da companhia.

A troca de comando ocorre após um trimestre fraco. No segundo trimestre de 2026, a Natura reportou lucro líquido de R$ 35 milhões, queda de 82% em relação ao mesmo período de 2025, em meio a dificuldades de disponibilidade de produtos e a um cenário de consumo mais fraco no Brasil.

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