Casas Bahia (BHIA3) pede recuperação judicial e ação despenca 33,33%  

As ações do Grupo Casas Bahia recuavam 33,33% nesta segunda-feira (17), para R$ 0,44, um dia depois de a empresa protocolar pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. No ano, o papel BHIA3 já acumula perda de 86,03%.
 

A petição foi apresentada na noite de domingo (16) à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e abrange a controladora e nove subsidiárias, entre elas Cnova, Bartira e Casas Bahia Tecnologia. O passivo declarado é de R$ 17,3 bilhões, dos quais R$ 16,4 bilhões são créditos quirografários. A decisão foi aprovada pelo conselho de administração e pelo acionista controlador e ainda depende de ratificação em assembleia. 

O pedido é o desfecho de uma reestruturação iniciada em 2023, quando a rede fechou 55 lojas e cortou 8,6 mil vagas. Em 2024, já havia renegociado R$ 4,1 bilhões via recuperação extrajudicial. Neste mês, novos ajustes eliminaram cerca de 3 mil postos e quase 300 lojas. 

A empresa atribui a crise a juros elevados, restrição ao crédito e queda no consumo, além do fracasso em captações consideradas essenciais, incluindo uma possível oferta de ações e uma operação com investidor internacional que desistiu do negócio. 

O pedido foi protocolado no mesmo domingo em que a companhia divulgou o balanço do segundo trimestre, com prejuízo de R$ 10,1 bilhões. A auditoria EY apontou incerteza relevante sobre a continuidade operacional do grupo, cujo patrimônio líquido é negativo em R$ 8,27 bilhões. 

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