Agregador de Pesquisas TradeMap – Corrida Presidencial 2026

O agregador reúne, até o momento, 15 rodadas de pesquisa de intenção de voto para presidente, produzidas por oito institutos ao longo da campanha eleitoral de 2026: Real Time Big Data, Datafolha, Nexus/BTG, AtlasIntel/Bloomberg, PoderData/Aya, Quaest, Meio/Ideia e Futura/Apex. Os dados são organizados em ordem cronológica de divulgação, sem ponderação entre institutos, permitindo acompanhar a trajetória de cada candidato desde 21 de julho.

Primeiro Turno

Ao longo das 15 rodadas, Lula oscilou entre 36% e 45% no cenário estimulado, enquanto Flávio Bolsonaro se manteve entre 30% e 37%. A distância entre os dois se manteve relativamente estável na faixa de 5 a 10 pontos na maior parte do período, sem inflexões abruptas até o presente momento.

Entre os nomes secundários, Renan Santos (Missão) teve a trajetória mais instável: chegou a 9% já na primeira rodada do agregador, a Real Time Big Data de 21 de julho, mas recuou para a faixa de 3% a 5% na maior parte das rodadas seguintes. Ronaldo Caiado (PSD) oscilou entre 3% e 8% ao longo do período, com o pico registrado na pesquisa Futura/Apex de 11 de agosto – justamente a mesma rodada em que Romeu Zema (Novo) também atingiu seu melhor desempenho, pouco acima de 4%. Fora esse pico pontual, Zema se manteve o mais estável dos três, quase sempre na faixa de 2% a 3%. Nenhum dos três chegou a se aproximar de Lula ou Flávio Bolsonaro em nenhuma rodada, mantendo a corrida concentrada nos dois primeiros colocados.

O efeito Pablo Marçal

As duas rodadas mais recentes do agregador trazem um elemento novo: Pablo Marçal (PRTB) passou a ser testado nominalmente a partir da pesquisa Datafolha de 21 de agosto, a primeira divulgada após o encerramento do prazo de registro de candidaturas, em 15 de agosto. Como sua candidatura segue sob análise da Justiça Eleitoral (ele está inelegível até 2032 por decisão do TRE-SP e proibido de fazer campanha pelo TSE), os dois institutos que já o testaram optaram por rodar dois cenários de primeiro turno em paralelo: um com todos os postulantes tradicionais, e outro incluindo o nome de Marçal.

A comparação entre os dois cenários mostra um padrão consistente: a entrada de Marçal na lista reduz a intenção de voto tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro, com impacto maior sobre o senador.

Na pesquisa Datafolha de 21 de agosto, o cenário sem Marçal apontava Flávio Bolsonaro com 33% das intenções de voto; ao incluir o nome de Pablo na lista, esse número caiu para 32%, uma perda de 1 ponto percentual. Lula se manteve estável em 39% nos dois cenários.

O efeito ficou mais pronunciado na rodada seguinte, da Nexus/BTG, divulgada em 24 de agosto: no cenário sem Marçal, Flávio Bolsonaro registrava 37%; com a inclusão do nome dele, esse número recuou para 34%, uma queda de 3 pontos percentuais. Lula também cedeu, de 41% para 40%, uma perda de apenas 1 ponto. Nessa rodada, Marçal apareceu com 4% das intenções de voto quando incluído na lista.

Em ambos os casos, o padrão se repete: Marçal parece disputar espaço proporcionalmente mais com o eleitorado de Flávio Bolsonaro do que com o de Lula, ainda que a margem de erro das pesquisas (2 pontos percentuais em ambos os levantamentos) recomende cautela antes de tratar essas diferenças pontuais como uma tendência consolidada.

Segundo Turno

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a distância entre os dois oscilou entre 1 e 6 pontos percentuais ao longo das 15 rodadas, com diversos momentos de empate técnico intercalados por rodadas em que Lula abriu vantagem acima da margem de erro. Na leitura mais recente, da Nexus/BTG, os dois aparecem novamente em empate técnico, com 46% para Lula e 45% para Flávio Bolsonaro – a sétima rodada seguida do instituto nesse patamar de equilíbrio.

Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.