Ásia fecha em alta com recuperação do Kospi; Europa opera em alta com PIB alemão surpreendendo

Fonte: Shutterstock/ARVD73

Os mercados asiáticos fecham nesta terça-feira (25) majoritariamente em alta, com o Kospi se recuperando de uma queda intradiária de quase 4% para fechar no positivo. O Nikkei 225 (Japão) fecha em alta de 0,50%, o Hang Seng (Hong Kong) praticamente estável, com leve queda de 0,02%, o Shanghai Composite (China continental) em alta de 0,19% e o Kospi (Coreia do Sul) em alta de 0,68%. A pressão inicial veio de um tombo nas ações de chips nos Estados Unidos na véspera Micron, SanDisk e Nvidia caíram entre 3% e 6,5% que contaminou papéis de tecnologia da região. No Japão, o núcleo de inflação ao consumidor acompanhado pelo Banco Central (BoJ Core CPI) veio em 2,3% na comparação anual, desacelerando ante os 2,6% do mês anterior. Em Hong Kong, as exportações de julho saltaram 50,7% na comparação anual, puxadas pela forte demanda por eletrônicos ligados a inteligência artificial, embora as importações também tenham subido 41%, deixando um déficit comercial de HK$ 4,9 bilhões.

No radar corporativo, a Hanwha (000880.KS) voltou a ser negociada após concluir uma cisão corporativa (spin-off); com isso, o papel fecha o pregão em alta de 17,4%.

Já a LG Energy Solution (373220.KS) caiu junto com o restante do setor de baterias, em meio a uma rotação de investidores para ações de maior capitalização fora do setor de chips; as ações fecham o pregão em queda de 3,45%.

 

Os mercados europeus operam nesta terça-feira (25) em alta no início do pregão, com os principais índices renovando máximas de uma semana. O FTSE 100 (Reino Unido) opera em alta de 0,23%, o DAX (Alemanha) em alta de 0,72% e o CAC 40 (França) em alta de 0,40%. O principal motor do dia foi o PIB da Alemanha: a segunda leitura do segundo trimestre veio em alta de 0,3% na comparação trimestral, acima da expectativa de 0,2%, e de 1,0% na comparação anual, puxada pela retomada das exportações (+2,0% no trimestre); o índice de clima de negócios Ifo também surpreendeu para cima, em 88,8 pontos em agosto, ante 86,7 em julho. Em paralelo, o mercado aliviou o temor sobre as sanções dos Estados Unidos ao Irã, que acabaram menos severas do que o receado, com o petróleo Brent recuando para perto de US$ 91,50 o barril.

No radar corporativo, a Porsche AG (P911.DE) fechou um contrato de cinco anos, de 1,25 bilhão de euros (cerca de US$ 1,46 bilhão), com a indiana Tata Consultancy Services (TCS) para desenvolvimento de inteligência artificial; a TCS também vai adquirir a consultoria de TI da Porsche, a MHP, por 320 milhões de euros.

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